Organização da Viagem

27 jun

Bagagem Certa

Veja Rio, 27/06/2012

Reportagem de Melissa Jannuzzi

 

Além de demonstração de estilo, escolher a mala adequada é o primeiro passo para fazer uma boa viagem!

 

Com ou sem crise, a alta estação na Europa e nos Estados Unidos costuma seduzir o turista daqui. Em julho do ano passado, o brasileiro bateu seu recorde de gastos no exterior. Nesta temporada, o câmbio não está mais tão camarada quanto antes, mas ainda assim uma legião de cariocas se programou para viajar no próximo mês.

Como sempre ocorre nessas ocasiões, passagem, itinerário, passaporte e hospedagem são vistos com antecedência. Porém, um item ao qual pouca gente dá importância pode virar uma dor de cabeça em cima da hora. Escolher a mala adequada deve estar na lista de preocupações de quem vai embarcar. “Faz toda a diferença uma bagagem de qualidade”, afirma Ana Cristina Villaça, proprietária de uma agência de turismo. “É uma segurança que vale o investimento”.

Ao adquirir uma mala, o consumidor deve ter em mente dois critérios: beleza e praticidade. Ao longo desta reportagem, destacamos sete produtos que reúnem ambos os atributos, todos coloridos ou estampados, para facilitar a identificação em meio ao mar de malas escuras na esteira rolante. O passo inicial é escolher o tamanho, entre os três padrões: pequeno (18 polegadas ou 45 centímetros de altura), médio (24 ou 60) e grande (28 ou 70).

Como as companhias aéreas, dependendo do destino, permitem que cada passageiro carregue no máximo duas bagagens de 32 quilos cada uma, o tamanho intermediário costuma ser o indicado. Quanto à matéria-prima, grande parte dos modelos à venda hoje usa poliéster ou policarbonato, que é um plástico resistente. Por ser maleável, o tecido permite uma expansão de até 20% do volume. Ou seja, sempre cabe mais alguma coisa lá dentro – basta apertar.

Já o policarbonato não rasga nem pode ser perfurado, facilitando o transporte de objetos frágeis, como aparelhos eletrônicos e garrafas. “Quanto mais leve e resistente, melhor para as compras”, lembra a consultora de imagem Juliana Burlamaqui, que viaja em média cinco vezes por ano para o exterior.

Desde que o artesão francês Louis Vuitton criou sua mágica sigla, em meados do século XIX, as malas deixaram de ser um mero acessório e foram alçadas ao olimpo do consumo. Naquela época, os baús exibiam selos dos lugares por onde o visitante passava. Assim, quanto maior o número de adesivos, mais rodada era a pessoa. Eram outros tempos, em que o deslocamento podia durar semanas.

Hoje, a preocupação maior dos viajantes diz respeito à segurança. Quem tem como destino os Estados Unidos, por exemplo, deve ter cuidado em dobro. Para não correr o risco de ter o cadeado da mala destruído pelos agentes de segurança daquele país, recomenda-se ao turista usar uma tranca chancelada pela Transportation Security Administration (TSA), que pode ser aberta pelas autoridades locais sem ser danificada.

É preciso pensar também na locomoção: os modelos com roda dupla giratória permitem ao viajante arrastá-los por aeroportos lotados. Ao retornar, não deixe de dar um trato na peça antes de guardá-la no armário. “O ideal é limpar a mala apenas com pano úmido e usar sempre capa para protegê-la da poeira”, indica Bruno Correa, gerente de uma rede de lojas que comercializa o acessório. “E jamais coloque peso por cima, que é para evitar deformações”. Com esses cuidados, só resta aproveitar a viagem.

 

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